Sobre o Blog

Blog criado por alunos do curso de administração da PUC Minas em Betim com o objetivo de expor os problemas, os desafios e projetos para a gestão sustentável nas empresas.

domingo, 10 de junho de 2012

Teatro

“Todos os anos a Conversa Sustentável promove um Workshop para seus parceiros. Neste ano resolvemos inovar! Uma peça teatral trará o tema da sustentabilidade de uma maneira divertida e engraçada, sem deixar de ser crítica”, afirma Vivian Blaso, diretora da agência e editora do Blog Conversa Sustentável. A estreia da peça será no dia 28 de maio, às 18 horas, no teatro da Livraria Cultura do Shopping Bourbon. A indicação da peça é para maiores de 12 anos e a entrada é gratuita!



Sinopse 

A peça conta a história dos patrões e empregados... ops! colaboradores de uma indústria produtora de pisos e revestimentos – A Piso Bom. Os negócios não andam nada bem, pois um dos donos da empresa é o Leonardo, um avarento de primeira. Só pensa em dinheiro e economizar, porém está cheio de dívidas e as vendas vão de mal a pior, pois as pessoas agora querem empresas com responsabilidade socioambiental, o que passa longe da cabeça de Leonardo. Sustentabilidade para ele é produto de uma conspiração para arrancar mais dinheiro dos pobres empresários dos países subdesenvolvidos. Faz de tudo para deixar o processo produtivo mais barato, o que acaba gerando muitos problemas para a fábrica. Paga mal os funcionários e não se preocupa com a sua segurança. Tem uma péssima relação com a vizinhança da fábrica. Ela emite muita sujeira, que acaba entrando nas casas dos moradores. Os caminhões velhos e barulhentos rodam noite e dia e não deixam as pessoas dormirem. Além disso, o esgoto industrial é despejado no rio, o que deixa a população ainda mais nervosa.

Já o outro irmão, Catatau, é o oposto de Leonardo. Ficou longe da empresa um bom tempo, viajou o mundo e fez cursos com os maiores pensadores sobre a sustentabilidade no mundo. Voltou cheio de ideias e quer tirar a empresa do buraco. Aí está a confusão! Leonardo sempre querendo dar um jeitinho para esconder as falcatruas e Catatau buscando fazer as coisas do jeito correto. 

Na história ainda temos a secretária Valdívia, que na verdade é uma faz-tudo. É explorada pelo patrão Leonardo, mas não deixa de dizer o que pensa; Evellyn, namorada do Catatau e diretora de vendas, que só pensa em comprar e comprar; a vizinha Florinda, líder comunitária que invade a fábrica para reclamar das condições do bairro; um ativista que ocupa a fábrica, se amarra ao pé da mesa, faz greve de fome, mas esqueceu de ir ao banheiro antes; e o fiscal, Seu Adamastor, que já é bem de idade, meio surdo, meio cego, meio alcoólatra e muito esperto.



Por: Natasha de Souza


Obra de Arte

Vânia Barbosa: arte e sustentabilidade



O que acontece com o resíduo industrial em nossos dias? Pontualmente a artista Vânia Barbosa colabora com o meio ambiente e a sustentabilidade estética ao utilizar-se dos resíduos da borracha, do tecido e do papel reciclado para realizar suas criações. Em um mundo totalmente voltado para o descartável, a artista centra-se no reaproveitamento da matéria-prima, garantindo a ela novos significados. Uma prática que Vânia desenvolve há três décadas, desde o tempo em que o assunto da sustentabilidade ainda não frequentava com tanta intensidade o nosso vocabulário. De família de industriais da área da borracha, a artista, ainda criança, apaixonou-se por esses materiais, e logo que se interessou pelo estudo das formas nas artes plásticas, buscou nessa referência o material principal para a sua arte.
Vânia nasceu em Pequi, Minas Gerais, e mudou-se para Belo Horizonte em 1980. Graduou-se em Artes Plásticas na Escola Guignard, participou de vários Festivais de Inverno da UFMG, estudou com os professores Orlando Castaño, Marco Tulio Resende, Karim Lambrecht, Cristina Kubisch, Arthur Omar, Marcos Hill e Irene Kopelman. Atualmente a artista divide seu tempo entre os estudos teóricos na UFMG e na Escola Guignard e a prática de seu trabalho em seu ateliê no Jardim Canadá, em Nova Lima.

Documentário

Lixo Extraordinário
(Por Vik Muniz)


Sinopse

Filmado ao longo de quase dois anos, Lixo Extraordinário acompanha a visita do artista plástico Vik Muniz a um dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. Lá, ele fotografa um grupo de catadores de materiais recicláveis. O objetivo inicial de Muniz era "pintar" esses catadores com o lixo. No entanto, o trabalho com estes personagens revela a dignidade e o desespero que enfrentam quando sugestionados a imaginar suas vidas fora daquele ambiente



Por: Natasha de Souza

Filme

2012: Tempo de mudar


SINOPSE

O filme "2012: Tempo de Mudança" apresenta uma visão otimista e alternativa para o apocalítico ano de 2012. Dirigido por João Amorim, diretor indicado ao Emmy Awards 2010 o filme acompanha o jornalista americano Daniel Pinchbeck, autor do bestseller "2012: The Return of Quetzalcoatl", em busca de um novo paradigma entre a sabedoria arcaica de culturas tribais e o método científico. Segundo o povo maia, o ano de 2012 marcaria o nascimento de uma cultura de regeneração do planeta, onde a colaboração substitui a competição, onde a exploração da psiquê e do espírito torna-se o novo conceito da era, substituindo o materialismo estéril que tem conduzido o mundo que todos conhecem hoje. O documentário mistura animações com depoimentos especialistas de diferentes áreas, que chamam a atenção para a ação do homem sobre seu ambiente. O filme conta ainda com participações de cientistas, antropólogos e artistas engajados em diferentes causas, como a atriz Ellen Page, o músico Sting, o diretor David Lynch e o músico brasileiro Gilberto Gil.


Por: Natasha de Souza

Filmes Relacionados

Uma Verdade Inconveniente
Dirigido por: Davis Guggenheim 




O documentário idealizado pelo ex-vice-presidente dos EUA Al Gore fez tanto sucesso que ganhou o Oscar de Melhor Documentário em 2007. Muito embora alguns cientistas discordem sobre as reais causas do aquecimento global, o filme traz uma análise da atual situação do clima na Terra com números importantes e algumas constatações “inconvenientes”. Al Gore propõe um olhar mais preocupado ao que está acontecendo em relação às mudanças climáticas.
Uma citação do fime: “Nossa habilidade para viver no planeta Terra para ter um futuro como civilização é um problema moral.” [Dirigido por Davis Guggenheim. Trailer]

Disponível em: http://super.abril.com.br/blogs/ideias-verdes/tag/cinema-sustentavel/

Por: Anderson Duarte Silva




Música Relacionada

O Progresso
(Roberto Carlos, 1976)





Descrição da música:

Todo mundo ama a natureza, mas ninguém abre mão das comodidades da vida moderna e do progresso. 

Roberto Carlos protesta dizendo que o ouro negro do petróleo é na verdade um negro veneno. O refrão da música é uma conscientização de que os animais são mais civilizados que os homens. Os homens em nome do progresso estão na iminência de destruir o planeta de uma só vez e em um instante. 

Esta música é uma crítica a vida moderna que ameaça a vida dos outros seres vivos, de que o nosso conforto está pondo em risco os animais aquáticos, das florestas. Roberto Carlos também diz não entender porque as guerras, ele lastima a sua própria conduta ao dizer que gostaria de abraçar o seu maior inimigo e dizer coisa que o fizesse ficar bem consigo. 

Esta música é uma confissão da Humanidade revelando suas impossibilidades de viver em harmonia com o mundo em sua volta e consigo mesmo. A música termina com um apelo ao bom senso.

Letra e música disponível em: http://letras.terra.com.br/roberto-carlos/424486/


Por: Natasha de Souza

AMBIGUIDADES E DEFICIÊNCIAS DO CONCEITO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL

AMBIGUIDADES E DEFICIÊNCIAS DO CONCEITO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL

Conceitos
Citações Literais
Introdução







Introdução




A intenção deste texto é buscar entender
a definição de desenvolvimento sustentável
e discutir os diferentes conteúdos que
vêm sendo dados ao termo.
Dentro dos limites da pesquisa executada
para este balanço', foi possível identificar dois
grupos de informação e análise a respeito dos
conceitos e objetivos que dão atualmente conteúdo
ao desenvolvimento sustentável.
Um primeiro grupo se refere a conceituações
que vêm sendo feitas por cientistas
(das áreas biológicas e humanas),
técnicos de governo e políticos que serão
apresentadas no item "Interpretações".
Elas mostram a diversidade de opiniões e
diagnósticos sobre o binômio desenvolvimento
/ meio ambiente.
A segunda delas se refere aos discursos
dos organismos e entidades internacionais
de fomento na área de meio ambiente
(como a União Internacional para a Conservação
da Natureza (UICN), o Programa
de Meio Ambiente das Nações Unidas
(PNUMA) etc.), que orientam os diagnósticos,
análises e propostas dessas instituições
e estão publicadas na sua bibliografia
oficial mais recente. Eles nos interessam em
especial por sua posição dominante no
debate sobre desenvolvimento sustentável,
e pela sua capacidade em influenciar políticas
e ações de âmbito global e local,
tornando-se marco referencial para outras
entidades e órgãos, como, por exemplo, o
Banco Mundial, a OCDE e o Banco de Desenvolvimento
da Ásia. Para isto, utilizaremos
o balanço crítico apresentado por
S.M. Lélé em seu artigo "Sustainable
development: a critical review"? sobre o
conteúdo e premissas do desenvolvimento
sustentável adotados por essas instituições
e suas conclusões a respeito, na seção
"Histórico e Contradições".

Margaret Baroni, Revista de Administração de Empresas  / EAESP / FGV, São Paulo, Brasil 
Pag. 15






HISTÓRICO

A história do termo desenvolvimento
sustentável se inicia em 1980, quando a
UICN (União Internacional para a Conservação
da Natureza) apresenta o documento
Estratégia de Conservação Mundial
com o objetivo de alcançar o desenvolvimento
sustentável através da conservação
dos recursos vivos.
O documento foi criticado por Khosla,
que afirmou ser a estratégia restrita aos
recursos vivos, focada na necessidade de
manter a diversidade genética, os habitats
e os processos ecológicos e incapaz de
tratar das questões controversas relacionadas
com a ordem internacional política
e econômica, as guerras, os problemas de
armamentos, população e urbanização.
Uma segunda crítica, feita por Sunkel ',
era que a estratégia era essencialmente
voltada para o lado da oferta, assumindo
que a estrutura e o nível da demanda eram
variáveis autônomas e independentes, e
ignorando o fato de que "se um estilo de
desenvolvimento sustentável deve ser perseguido,
então ambos os níveis e particularmente
a estrutura da demanda devem ser fundamentalmente
mudadas".

Margaret Baroni, Revista de Administração de Empresas  / EAESP / FGV, São Paulo, Brasil   
Pag. 15






EXEMPLOS DA "ELASTICIDADE"
DO CONCEITO DE DESENVOLVIMENTO
SUSTENTÁVEL

No Brasil, diversos discursos têm se
apropriado do termo de acordo com as
suas conveniências, ideologias e projetos.
Exemplos disso têm surgido freqüentemente
nos jornais:
a) "Para difundir em seus países o conceito
de desenvolvimento sustentável, os empresários
latino-americanos do Conselho Empresarial
para ODesenvolvimento Sustentável, reunidos
no Rio de Janeiro em 08/10/91, vão apresentar
um rol de reivindicações aos seus governos. A
primeira das oito mensagens diz que a
economia de mercado permitirá aos países
um desenvolvimento com bases sustentáveis
(sem degradar a natureza).
O empresário mexicano Eugênio
Clariond Reyes, que presidiu o painel Às
Empresas e os Governos', disse que as
economias 'manipuladas e fechadas' não
oferecem as condições necessárias para a
aplicação desse novo conceito.
O Conselho Empresarial para o desenvolvimento
sustentável defende ainda a contenção do crescimento populacional, o
respeito ao direito de propriedade, a redução
da presença dos governos na economia
e a queda dos juros como condições básicas
para o desenvolvimento sustentável".
"A pobreza é um dos principais problemas
ambientais do Brasil. A conclusão é do relatório
preliminar do governo para a ECO-92
O relatório base do documento que o
governo apresentou na ECO-92 diz que a
preservação da Amazônia tem que começar
pela solução dos problemas econômicos
locais.
No documento, o governo reconhece a
culpa oficial por parte do desmatamento.
Admite que os incentivos fiscais dados para
colonização da Amazônia financiaram a
derrubada da floresta. O governo defende
agora um modelo de 'desenvolvimento
sustentado' que preserve a floresta.
A base seria a criação de reservas extrativistas,
sustentadas por investimentos oficiais
e internacionais."
b) "No lim'ar do novo século/milênio, delineia-
se no mundo um novo modelo de desenvolvimento.
É o que poderíamos chamar de revolução
ambiental - um capítulo da história
econômica na mesma linhagem da revolução
industrial e da recente revolução tecnológica.
Margaret Baroni, Revista de Administração de Empresas  / EAESP / FGV, São Paulo, Brasil   
Pag. 21 e 22






CONCLUSÕES
É possível já concluir que, muitas vezes,
sustentabilidade ecológica, desenvolvimento
sustentável e sustentabilidade são
usados com os mesmos sentidos, embora
tenham significados distintos. O que se
pode concluir, também, é que muitos autores
se propõem definir desenvolvimento
sustentável e, no entanto, apresentam
propostas genéricas e setoriais demais.
Além disso, a palavra sustentável leva a
interpretações contraditórias. O relatório
Caring for the Earth - a strategy for sustainable
living reconhece isto: lia confusão do termo
surgiu porque desenvolvimento sustentável,
crescimento sustentável, uso sustentável têm
sido usados como termos intercambiáveis, como
se tivessem o mesmo significado, mas não têm. Crescimento sustentável é uma contradição em
si mesmo: nada do que é [fsico pode crescer indefinidamente.
Uso sustentável aplica-se somente
a recursos renováveis: significa o uso
desses recursos em quantidades compatíveis
com sua capacidade de renovação. Desenvolvimento
sustentável é empregado nessa estratégia
com o significado de melhorar a qualidade
de vida humana dentro dos limites da capacidade
de suporte dos ecossistemas.í"
Assim, a única unanimidade que o termo
desenvolvimento sustentável possui é em
relação à sua ambigüidade: o termo corre o
riscode se tomar um chavão que todos usam
e ninguém se preocupa em definir.
Mesmo assim, ou por isto mesmo, o conceito
impreciso e vago permite que pessoas
e instituições com posições inconciliáveisno
debate meio ambientei desenvolvimento
não comprometam suas posições.
Margaret Baroni, Revista de Administração de Empresas  / EAESP / FGV, São Paulo, Brasil   
Pag. 22 e 23




























































































































































 Fichamento elaborado por: Phillipe Bruno Magalhães Barros

Referências: BARONI, Margaret, Revista de Administração de Empresas / EAESP / FGV, São Paulo, Brasil. Abr./Jun. 1992